TRATAMENTOS

Próstata

O QUE É

Criado na década de 80, o esfíncter urinário artificial é um sistema sofisticado que é utilizado para o tratamento da incontinência urinária após a cirurgia de próstata.

Esse aparelho contém 3 partes: o balão regulador, o manguito que fica ao redor do canal urinário e o dispositivo que fica no escroto. Após a realização do procedimento cirúrgico, o paciente deve ficar cerca de 6 a 8 semanas com o aparelho desligado, aguardando a sua recuperação e a cicatrização da área que sofreu a intervenção.

TRATAMENTOS

Quando o indivíduo estiver apto para utilizar o esfíncter e desejar urinar, o botão deve ser apertado, assim o anel que fica ao redor do canal é aberto. O aparelho fecha automaticamente, mantendo a continência urinária.

Utilizado por mais de 100 mil pacientes ao redor do mundo, o esfíncter não é recomendado para todos os casos de incontinência urinária. Portanto, é preciso verificar caso a caso qual é a real necessidade do paciente e analisar a implementação do aparelho.

O QUE É

Os pacientes que passam pela cirurgia da próstata podem apresentar uma breve fase de incontinência urinária. Entretanto, o controle deve ser adquirido em um período de três a seis meses, com parcela mínima de pacientes que demandam maior tempo de recuperação.

TRATAMENTOS

Caso o paciente persista com a incontinência após um ano, seja ela total ou parcial, existem alguns tratamentos que podem ser abordados. Em cerca de 90% dos casos, a dificuldade do controle pode estar ligada ao esfíncter uretral (músculo que “segura” a urina) e, em uma frequência menor, à própria bexiga.

Durante o primeiro ano, a reabilitação do assoalho pélvico (fisioterapia) pode ser tentada para recuperar a continência urinária ou auxiliar o processo de retorno do controle urinário.

Além do esfíncter artificial, outro método muito utilizado é o “sling masculino”, feito de silicone ou prolene (material que se integra ao organismo). O “sling” comprime o canal urinário (uretra) e auxilia o funcionamento do mecanismo esfincteriano natural do paciente.    A indicação do esfíncter artificial ou do “sling masculino” depende de alguns critérios como gravidade da incontinência, radioterapia prévia, condições do canal urinário (uretra).

O QUE É

A próstata faz parte do sistema urogenital masculino, estando localizada abaixo da bexiga e em frente ao reto. Essa glândula é responsável pela produção de uma parcela do sêmen, fluido que contém os espermatozoides. É o câncer mais comum do sexo masculino, depois do de pele (não melanoma).

TRATAMENTOS

O tratamento depende do estágio da doença, da idade do paciente e das características do tumor. Destacam-se a prostatectomia (hoje, inclusive por meio da cirurgia robótica), a radioterapia pélvica, o bloqueio hormonal e, nos casos mais avançados, até mesmo quimioterapia. Deve-se ressaltar que a quantidade de terapias disponíveis nos tumores em estágio adiantado aumentou sobremaneira nos últimos anos.

Em casos específicos, eventualmente, pode-se optar pela vigilância ativa (acompanhamento com PSA – exame de sangue – seriado, biópsias repetidas e ressonância magnética.

COMO PREVINIR

Não há como prevenir o câncer de próstata. Contudo, um estudo recente demonstrou que a chance de apresentar a doença se reduz com o uso da finasterida.

Alguns fatores de risco devem ser relatados, como: ser afrodescendente, ter parentes de primeiro grau com histórico de câncer de próstata e obesidade.

Recomendação para o exame de PSA (antígeno prostático específico)

O exame de PSA é utilizado para o diagnóstico de câncer de próstata. Embora possa aumentar em outras situações, ele é um importante marcador para a doença. A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda colher o exame após os 50 anos ou depois dos 45, se  houver histórico familiar ou for afrodescendente.

O QUE É

O High Intensity Focused Ultrasound (HIFU) é um ultrassom de alta frequência, via transretal, sob anestesia, que eleva a temperatura na próstata em quase noventa graus centígrados. O tecido tumoral, dessa forma, é destruído. Existe a opção de atacar apenas a área acometida (terapia focal), metade da próstata (hemi-ablação) ou todo o órgão (radical). O procedimento também pode ser indicado em pacientes que apresentam retorno da doença após radioterapia.

É um tratamento mais recente, aprovado nos Estados Unidos apenas em 2016. Portanto, embora seja usado na Europa há mais tempo, ainda carece de estudos a longo prazo.

Contudo, pacientes mais idosos com doenças associadas (cardiovasculares, pulmonares, risco de sangramento) ou aqueles que não desejam a invasividade da cirurgia (mesmo a robótica) podem se beneficiar do método.

O QUE É

A Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP) é o crescimento benigno da próstata, que acomete 15 a 20% dos homens após os 45 anos.

TRATAMENTOS

O tratamento pode se iniciar com medicamentos que visam dilatar o canal urinário e/ou reduzir o tamanho da próstata. Em algumas situações, remédios que controlam o funcionamento da bexiga também podem ser associados. Contudo, na falha da terapia medicamentosa, intervenção cirúrgica pode ser indicada.

A mais comum é a ressecção transuretral da próstata em que se retira parte do órgão por meio de endoscopia, através do canal urinário. Esse procedimento tem mais de 40 anos, porém novos dispositivos (entre eles, o bisturi bipolar de alta potência) o tem tornado mais eficaz e seguro. Além disso, alguns tipos de laser como o Greenlight (“laser verde”) e o Holmium têm demonstrado bons resultados no tratamento da HBP.

Nas próstatas muito grandes, com mais de 100 gramas, cirurgia aberta pode ser necessária. Contudo, mais recentemente, a cirurgia robótica, também, se mostrou factível nesses casos.

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