Os testículos são duas glândulas sexuais que fazem parte do sistema reprodutor masculino, que é composto por próstata, epidídimo, ductos deferentes, vesículas seminais e pênis. A sua funcionalidade no corpo humano é produzir espermatozoides e hormônio masculino.
Mesmo sendo um dos três tumores mais encontrados em adultos jovens, isto é, homens com a idade na faixa dos 15 aos 45 anos, o câncer de testículo ainda é raro, com uma incidência de 2,7 casos em cada 100 mil habitantes.
Os tumores originados a partir de células que são encarregadas da formação de espermatozoides representam a maioria dos casos de câncer de testículo, e são denominados tumores de células germinativas.
A remoção do testículo através da incisão da região inguinal é realizada quando o câncer é diagnosticado.
Se não houver a certeza de que o paciente possui o câncer de testículo, o médico responsável poderá realizar uma biópsia no testículo, durante o procedimento. Contudo, essa prática é considerada exceção. Dependendo do tipo de tumor encontrado (existem dois grupos: seminomatosos e não seminomatosos), quimioterapia pode ser indicada. É importante o seguimento com coleta dos marcadores tumorais (exame de sangue) e tomografia de abdome.
É importante ressaltar que, quando descoberto no início, o câncer de testículo possui uma taxa de até 90% de chances de cura.
Como o próprio nome sugere, as glândulas suprarrenais ou adrenais são órgãos localizados acima dos rins. Eles apresentam uma porção interna chamada medula, e outra externa denominada de córtex. A medula é responsável pela produção de substâncias importantes como noradrenalina e a adrenalina, enquanto o córtex produz cortisol, aldosterona e dehidroepiandrosterona (DHEA).
Os tumores suprarrenais são: adenoma, carcinoma e feocromocitoma. Os adenomas são tumores benignos de diâmetro, em geral, de até 4 cm. Esses tumores podem produzir hormônios, causando uma série de sintomas dependendo de qual deles for produzido. Um deles é o desenvolvimento da Síndrome de Cushing, que pode ocasionar obesidade, pelos na face e acnes. O feocromocitoma pode determinar hipertensão arterial de difícil controle. Já o carcinoma adrenal é extremamente raro, e costuma invadir estruturas ao redor.
O feocromocitoma é produtor de noradrenalina e adrenalina, provocando hipertensão, taquicardia e sudorese. A taxa de tumores malignos nesse tipo de câncer é de cerca de 10%.
Após o diagnóstico feito por exame de imagens como tomografia, ressonância ou ultrassom, existe um acompanhamento médico dos adenomas pequenos e não funcionantes. Os adenomas maiores e funcionantes, como carcinoma e feocromocitoma, são tratados de forma cirúrgica, atualmente por meio de videolaparoscopia ou robótica.
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